Governo cedeu a interesses de consórcio Eni/Galp, acusa Quercus

Governo cedeu a interesses de consórcio Eni/Galp, acusa Quercus

"Há uma cedência aos interesses do consórcio em detrimento dos interesses de outros setores da sociedade, por exemplo do turismo e das pescas e de autarcas da região que já se manifestaram contra a prospeção", disse à Lusa João Branco, presidente da Quercus.

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, justificou a decisão de não realizar o estudo de impacto ambiental referindo que "não foram identificados impactos negativos significativos" na realização do furo de prospeção petrolífera.

A decisão da APA "é errada", criticou João Branco, alegando que já ocorreram acidentes em alguns locais do mundo que têm exploração de petróleo que "já provaram que pode haver impactos ambientais relevantes".

"A atividade de prospeção de petróleo não é isenta de riscos em várias fases do processo, sendo indesejável que seja feita ao largo de Portugal, um pais com vocação turística e de pesca", acrescentou.

O presidente da Quercus criticou também o facto de, com esta decisão, não ser possível "as dezenas de milhares de pessoas que estão contra" se manifestarem.

"O Governo devia voltar atrás nesta decisão e promover um procedimento de impacto ambiental, um processo transparente", frisou João Branco, considerando que houve cedências aos interesses do consórcio Eni/Galp.

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